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Volkswagen Golf






O Golf foi lançado no mercado europeu em 1974, por lá ele é chamado de Volkswagen Rabbit, no Brasil o modelo apareceu em 1995, vindo importado do México. O Golf é o carro mais vendido na história da Volks. Existem mais Golf’s ao redor do mundo do que Fuscas, ou Kombi.











Na década de 80 surgiu também a versão GTi do Golf que contava com um motor 1.8 16v, o que desenvolvia 139 cv. Além do visual bastante esportivo para época, vindo com faróis duplo, e rodas esportiva em alumínio. Este foi o primeiro Golf a sair da Europa, desembarcando nos EUA.

A próxima mudança do modelo aconteceria no ano de 1991 com a chegada da terceira geração que veio a ser importada para o Brasil em 1995.


No ano de 1995 a Volkswagen traz para o Brasil a terceira geração do Golf, o carro era importado do México e era disponibilizado em três versões: GL que vinha com motor 1.8, Golf GLX que contava com um bom motor 2.0 de 116 cavalos. Uns dos grandes atrativos da versão GLX era o pacote de equipamentos oferecido entre eles direção hidráulica vidros elétricos e ar condicionado e rodas de liga leve e teto solar. Outra versão disponível era a GTi, esta mais esportiva tinha carroceria de 2 portas e um belo pacote de equipamentos.O Golf logo caiu no gosto do público brasileiro só no primeiro ano de importação foram vendidos 46 614 unidades.








Os primeiros Golf importados para o Brasil mesmo tendo hoje mais de 12 anos desde sua vinda ao Brasil, ainda são uma opção interessante de carro usado, graças ao bom conforto interno e mecânica confiável, embora o preço das manutenção seja um bastante elevado, e o consumo de combustível do Golf também não é dos melhores.

Esta geração do Golf foi importada até 1999 quando o carro ganhou uma nova versão e passou a ser produzido no Brasil.





Em 1999 o Golf ganhou um novo design e passou a ser montado na fábrica da VW no Paraná, o Golf ganhou 11 centímetros a mais no tamanho o que resultou em um espaço interno mais amplo, um painel com desenho mais moderno e novos equipamentos como airbags frontais. Esta versão do Golf passou a ser disponibilizada em três versões 1.6 com 101 cv e 2.0 com 116 cv e GTi que vinha com a mesma motorização.
O modelo agradava em muito pelo conforto interno, robustez e o ótimo conjunto mecânico, porém tinha um custo de manutenção muito elevado, além do consumo mesmo na versão 1.6 não sendo um dos melhores, o que desagradava em muito seus compradores. Porém os pontos fortes do Golf brasileiro, são muito maiores que os seus defeitos.
No ano de 2002 o VW trouxe para o Brasil a versão GTi 1.8 turbo, esta versão trazia a opção do câmbio Tiptronic e o potente motor de 180cv que lançava o Golf a mais de 227 km/h de velocidade máxima, acelerando de 0 a 100km/h em 7.9 segundos.



Diferente do modelo de Golf que a VW lançou na Europa no final de 2003 que conta com linhas totalmente novas e uma carroceria mais esportiva (foto abaixo). O Golf do Brasil seguiu o estilo do Golf mexicano que foi lançado em 2007. Com um design mais clássico seguindo as linhas da versão antiga com apenas algumas alterações na parte estética (frontal e traseira), ou seja o modelo é o mesmo da quarta geração, tanto na parte mecânica quanto no interior, tendo apenas uma nova roupagem. A principal justificativa para esta falta de mudanças no Golf brasileiro, foi o corte de custo, já que para passar a produzir a nova geração do modelo no Brasil, exigiria muito investimento financeiro, o que seria praticamente inviável, já que o modelo ainda vendia muito bem na época.

Em novembro de 2008, a Volkswagen apresentou no Salão de Paris, a sexta geração do Golf, o modelo foi inteiramente redesenhado, ganhando novas linhas principalmente na parte frontal. Além das mudanças estéticas o Golf VI, traz uma mecânica completamente nova, com uma gama de motores, mais econômicos e eficientes, como a nova versão GTD, que vem com motor diesel de 2.0 litros capaz de desenvolver 170cv, ele leva o Golf aos 222km/h de velocidade máxima, tendo consumo de 18.8km/l.

Na Europa as vendas do novo Golf 2009, continuam indo muito bem, o carro já é considerado um sucesso, e já por aqui no Brasil, as coisas não andam assim tão boa para o hatch da Volks, que passa pela sua pior faze em vendas, perdendo cada vez mais espaço para seus concorrentes. E ainda não há previsão oficial de quando a nova geração do Golf chegará ao País.

No início de 2009 a Volkswagen deixa oficialmente de produzir o Golf GTi que era vendido por R$90.000, a justificativa foi claro a baixa venda do modelo.

Volkswagen Gol



Ele é o carro mais vendido da história do Brasil e já conquistou sucesso comparável ao do lendário Fusca. O Gol é o maior sucesso da Volkswagen no país e chega ao seu 30º aniversário em plena forma.

O Gol começou a nascer na segunda metade dos anos 70. A filial brasileira da VW já estudava a possibilidade de aposentar o Fusca, tanto é que a montadora havia desenvolvido a Brasília justamente com este objetivo. O modelo foi um sucesso, mas a Volkswagen queria um carro mais compacto e robusto, pronto para encarar as (péssimas) estradas brasileiras.

Em maio de 1980, o Gol chegava ao mercado brasileiro. Vendido em duas versões (básica e L), o hatchback impressionava pelo design moderno, inspirado no belo esportivo Scirocco. O interior lembrava outros modelos da marca, como o Passat e a Variant II. O calcanhar-de-aquiles do Gol era o motor 1.3 refrigerado a ar e de carburação simples, emprestado do Fusca, que pedia água na hora de acelerar. Os parcos 42 cv faziam com que o carro acelerasse de 0 a 100 km/h em 22 segundos, atingindo a velocidade máxima de 130 km/h.


Em 1981, a Volkswagen tentou corrigir o erro ao oferecer o motor 1.6 a ar de carburador duplo e 51 cv. Enquanto isso, a família BX crescia com a chegada do sedã Voyage, da perua Parati e da picape Saveiro. Dois anos mais tarde, o Gol ganhou sua primeira versão esportiva. O Gol GT tinha um motor 1.8 equipado com comando de válvulas do Golf GTI alemão, que desenvolvia 99 cv e um torque máximo de 14,9 mkgf. O carro partia da imobilidade e atingia os 100 km/h em 9,7 segundos, chegando à velocidade final de 180 km/h.

A linha 1985, enfim, trazia um motor 1.6 arrefecido a água, mas somente para as versões S e LS, oferecido juntamente com uma nova dianteira (a mesma do Voyage). A primeira reestilização veio dois anos mais tarde e trazia mudanças como uma frente mais baixa, para-choques plásticos e lanternas maiores. Entre as novas versões, o GT cedia seu lugar para o GTS, incrementado com faróis de neblina integrados ao para-choque e um vistoso aerofólio traseiro. 1987 também ficou marcado como o ano em que o Gol se tornou o carro mais vendido do Brasil, posto que ocupa até hoje.

Em 1988, o Gol ganhava dois painéis distintos: um era mais simples e equipava as versões CL e GL, enquanto que outro mais requintado, com instrumentos parecidos com os do Santana, era encontrado apenas no GTS. No Salão do Automóvel daquele mesmo ano, a VW apresentava o Gol GTi. O esportivo marcou uma geração inteira com sua pintura em azul e os para-choques e moldura lateral em prata. Mas o grande trunfo do GTi estava sob o capô: o motor AP (de Alta Performance) de 2-litros era equipado com injeção eletrônica, fazendo dele o primeiro veículo brasileiro produzido em série dotado da tecnologia que dispensava o afogador. Eram 112 cv, que levavam o carro aos 185 km/h.

O ano de 1990 reservou novidades para a Volkswagen. A aliança firmada com a Ford criou a Autolatina, que rendia seus primeiros frutos naquele ano. O Gol CL ganhou o motor CHT utilizado no Escort, rebatizado como AE-1600 pela VW. O propulsor era econômico e agradava em baixas rotações, mas não oferecia a esportividade da consagrada família AP.

Em 1991, o Gol sofria uma reestilização frontal, com faróis e grade mais afilados. As versões GTS e GTI ganhavam as rodas de liga leve Orbital, que se tornariam um clássico entre os entusiastas de VW. No ano seguinte, a montadora introduziu o catalisador para atender às novas normas de emissões de poluentes e lançou o Gol 1.000 para rivalizar com o Uno Mille, pioneiro no então promissor segmento de populares.

Apesar do sucesso inabalável, o Gol já demonstrava sinais de cansaço diante de uma concorrência atualizada. A chegada do moderno Chevrolet Corsa provocou uma correria às revendas da GM e a VW tinha de responder à altura. Foi aí que, em 1994, os alemães lançaram a segunda geração do Gol.


As linhas arredondadas, que rompiam com o desenho retilíneo do Gol, renderam ao carro o apelido de “Bolinha”. Todas as versões contavam com injeção eletrônica monoponto e o GTS saía de cena, assim como o sedã Voyage (que só voltaria à cena em 2008).

As maiores novidades foram reservadas ao esportivo GTI, que ganhou a companhia do GTI 16V. O Gol mais nervoso de todos os tempos possuía um motor 2.0 importado da Alemanha, que rendia 145 cv. As rodas de 15 polegadas e as lanternas fumê davam um ar intimidador ao Gol, mas nada comparável à vistosa bolha no capô, um ressalto necessário para acomodar o
propulsor. O desempenho era de gente grande: aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e velocidade máxima de 206 km/h, segundo a VW.

Em 1997, Gol e Parati ganhavam a opção de quatro portas, algo que seus rivais já ofereciam há algum tempo. No mesmo ano, a VW lançava o Gol GLS, uma tentativa de oferecer uma versão mais requintada do compacto, equipada com um motor 2.0 de 111 cv. A VW passaria a oferecer o motor 1.0 com 16 válvulas em 1999, acompanhando uma tendência que contaminou todas as grandes montadoras.

No ano seguinte, chegava ao mercado o Gol Geração III, que na essência era nada mais do que uma reestilização do “Bolinha”. As linhas arredondadas foram substituídas por traços mais retos, condizentes com os modelos da VW daquela época. O interior ganhou em requinte, com painel em dois tons e instrumentos com iluminação em azul e vermelho, como no Golf e no Passat. O Gol podia ser equipado até com airbag duplo, um “luxo” difícil de imaginar anteriormente.

Em 2000, a política do governo de conceder uma alíquota de IPI menor aos carros de até 1.000 cilindradas estimulou a Volkswagen a lançar o motor 1.0 16V Turbo. As respostas rápidas dos 112 cv eram compatíveis com muitos propulsores 2.0: a aceleração de 0 a 100 km/h era realizada em 9,8 segundos e a velocidade final beirava os 190 km/h. No ano de 2001, o Gol supera o recorde histórico de emplacamentos do Fusca e torna-se o carro mais vendido da indústria brasileira.

Em 2002, o Gol 1.0 16V ganhou o sobrenome Power e válvulas com acionamento roletado, elevando sua potência para 76 cv. O motor com oito válvulas também passou pelas mesmas alterações, subindo para 65 cv. Em março do ano seguinte, a VW largou na frente ao lançar o Gol 1.6 Total Flex, primeiro carro do Brasil a rodar com álcool, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção no tanque.



O motor 16V Turbo era descontinuado em 2004 e, em 2005, os motores 1.0 de oito válvulas (o 1.0 16V saía de linha) e 1.8 ganhavam a tecnologia flex. A linha 2006 trazia mais uma reestilização, batizada pela VW como “Geração 4”. Por fora, as alterações estéticas acompanhavam o padrão de estilo adotado pela marca em outros modelos, mas o interior
empobreceu em relação ao seu antecessor. Em 2007, a VW lançava o Gol Rallye, que, assim como a Parati Crossover, tentava surfar na onda dos aventureiros urbanos, segmento criado pela Fiat em 1999.
E por falar na marca italiana, o Fiat Palio já ameaçava o reinado aparentemente soberano do Gol quando a VW apresentou, em 2008, o Novo Gol. O carro era completamente inédito e deixou para trás defeitos crônicos de um projeto defasado. Os componentes emprestados do Polo e a transmissão MQ-200 de engates suaves e precisos fazem o Gol recuperar seu prestígio junto aos fãs.

Em 2010, a Volkswagen celebrou o 30º aniversário do Gol como uma festa em São Paulo (SP). De quebra, o público que foi ao evento ainda viu o emplacamento do primeiro Gol com placa preta do Brasil. O modelo 1980 recebeu o certificado que atesta a originalidade do veículo, concedido apenas a carros com mais de 30 anos de fabricação e que o classifica como um legítimo automóvel de colecionador. Neste ano, o Gol caminha para fechar seu 24º ano na liderança de
vendas e não parece dar sinais de que vai abdicar do trono tão cedo.